Hoje, talvez, tudo aquilo que parecia tão distante – coisas do “macro”, do mundo “lá fora” – nos toque a alma com um sentimento de desamparo cujas raízes já se perderam no tempo; como se fôssemos abandonados, no meio do caminho, pelas nossas próprias ambições e auto-confiança. Nesse momento em que a gente pode se sentir meio perdido, se perguntando “qual o sentido disso tudo”, ou um tanto culpado e covarde perante as dores do mundo, te convido, como a um amigo muito especial: não fica aí sozinho se sentindo tão inútil, incompetente ou incapaz. Não! Essa dor não é só sua; então experimenta, realmente, compartilhar essa experiência com quem está por perto, seja trabalhando junto e observando, ouvindo atentamente as histórias que te tocam, comentando a leitura de um livro, abraçando, contando o que sente com um olhar mais demorado que diz tudo e/ou chorando quando a cumplicidade fala por si, deixando que as conexões salvem a gente de nós mesmos. Tem, sim, muito sonho em comum sendo partilhado com ações, movimentos e atitudes; muitos encontros abençoados e libertadores acontecendo; coletivos, redes, vias e projetos alternativos. Tem MESMO! Aproveita esses encontros, contatos, conexões para afirmar o caminhar que já está sendo pavimentado. E se, à noite, faltarem de vez as palavras, agradece e recebe Mercúrio chegando em Capricórnio com um importante ensinamento sobre o silêncio que não é somente medo, falta ou vazio ameaçador. Sobre o silêncio que vale ouro!