23/10/17 “Talvez em paz, Mu dança! Talvez com sua lança”

#SolEscorpião E foi assim, na intensidade da madrugada de ontem para hoje (03:27-RJ), que o Sol chegou no signo de Escorpião (onde também estão Mercúrio e Júpiter) e se fez presente pela falta, trazendo um poderoso clima de mistério e densidade, jogando luz não para a superfície das coisas, mas para as profundezas da Alma, onde estão adormecidas as próprias forças de criação da Vida. Escorpião é um signo fixo (a transitoriedade é uma constante!), de água (lamacenta, lodosa, pantanosa; de onde tudo o que vive, vem; pra onde tudo o que morre vai), intenso e tão temido por uma sociedade doente que perdeu o contato com a Morte (e tem extrema dificuldade até mesmo com a “petite mort”, o momento de entrega transcendente pós orgasmo sexual) como parte do ciclo da Vida, relegando a virar tabu e pecado tudo aquilo que diz respeito às faltas e perdas, aos nossos buracos e subterrâneos, às sombras e entranhas, prazeres e desejos de nós mesmxs. Lá no “mundo das trevas” de Plutão, “o Rico”, estão não somente as tormentas da Alma que precisamos conhecer e enfrentar, mas também nossas maiores riquezas, os dons e talentos que podem brotar da transmutação dos conflitos, num processo alquímico constante que envolve morte e renascimento, destruição e criação, escuridão e descoberta da luz interior. Muito trabalho, comprometimento com o processo e consciência dos riscos! Assim, o Sol, gerador de luz, astro rei que distribui generosamente seus raios de vitalidade, quando em Escorpião, tem que agregar valores que parecem contraditórios e, para isso, dispõe de força acentuada na capacidade de controle, organização, “sangue-frio”, autoridade e poder. O regente desse signo, Plutão, está em Capricórnio e o co-regente, Marte, em Libra, e vale lembrar que para chegar lá, “no alto da nossa montanha pessoal de realização e reconhecimento social”, onde estão nossos mais elevados propósitos, é inevitável entrar em contato com as forças latentes, com o mundo das sombras, e liberar daí o poder de criação e renovação, transmutando o que era treva em luz. Esta vivência tende a entrar em “erupção” e/ou a nos “puxar pelo pé”, de forma mais direta, no âmago dos relacionamentos, parcerias, convivência e acordos sociais. Na mitologia, Plutão e Perséfone cuidam das sementes enterradas, numa analogia daquilo que concentra em si toda a potência da criação, ou seja, todas as forças da vida que ainda estão ocultas e que precisam vencer os próprios limites, morrer como semente para renascer como novo broto. Hoje, ainda, a Lua em Sagitário (em seu fino Crescente, aleluia!, a partir de 17:01-RJ) pode trazer à tona a intuição de que tanto a assertividade dos objetivos a alcançar quanto a fé na nossa capacidade de ultrapassar os desafios da caminhada vêm da força da nossa verdade, guia e proteção. É tempo de transformações intensas, principalmente quanto ao “modus operandi” e às estruturas do que entendemos como “mundo do trabalho” e quanto às relações, parcerias e acordos sociais que fundamentam os valores “desse mundo”. Com Vênus, soberana, e Marte em Libra, tudo isso começa no encontro entre eu e você, no respeito às nossas diferenças (que também precisam dialogar criativamente), na busca por harmonia e beleza, na luta por igualdade de direitos e na força da co-operação; no Amor que nos conjuga. Começa mesmo, no que ainda está obscuro entre nós, velado em tantos segredos abafados e carregados de culpa e vergonha que precisam receber luz, vir à tona para liberar poderosa energia de transmutação. A diferença entre o veneno e o remédio… A gente quer mudança! Salve Gil: “outros sonhos pra sonhar / Mesmo e até principalmente / onde menos queixas há / Mesmo lá, no inconsciente, alguma coisa está / Clamando por mu-dança / O tempo da mu-dança / O sinal da mu-dança / O ponto da mu-dança / Sente-se, o que chamou-se Ocidente / tende a arrebentar / Todas as correntes do presente para enveredar / Já pelas veredas do futuro ciclo do ar / Sente-se! Levante-se! / Prepare-se para celebrar / O deus Mu dança! / O eterno deus Mu dança! / Talvez em paz, Mu dança! / Talvez com sua lança”.

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